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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

1139. Me Dê Tuas Pernas!

[red]1139.
Me Dê Tua Pernas!


--- Júliôôôôôôôôôôôôôôôôô!
Me dê tuas pernas!

Quer vir aqui já
Pra eu poder pôr
Minhas pernas
Por cima das tuas
Pra as descansar!

---Meu Dêêêêêêêêêêuuus!
Vida longa pela frente,
(Ou toda vida intensa é breve?),
Toda uma cumprida jornada a reconstruir
Uma vida a tocar adiante
Promesas não cumpridas
E sonhos a realizar, doravante.

No entanto, ainda sempre você
Em minha estrada,
No inconsciente sem passado tempo
Porém de efetivo tempo presente.

Meu Deus!
Uma vida a enfrentar!
Você precisa urgente
Mandar novo rosto de Afrodite
Pra perda dela me comPENSar
Dum Amor incondicional,
Embora num amor cinza,
Ganga com puro metal
Num complexo ambíguo.
Que KWUÁSY deu certo,
KWUÁSY é-terno.
Ficar, assim, SOLito,
Não dá pé.

Pelo menos,
Saiba, meu filho,
Por este meu choro incontido,
Vinte e oito meses depois,
(Parece que foi ontem)
Que de muito intenso Amor
Tu és O Fruto.

E a mim que te digo
Que teria tanto
A fazer contigo
Você replica:
É só a gente conversar.

É você sempre
A explicar
Um possível meu pavor
De novo Amar
Um é-terno Amor?[/red]
©
®Gabriel da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais. 31/10/07, ao aCORDar. Série Sonhística & Erhóstika & Choro Masculino Revolucionário.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

1128. O Anti-Lobos e Rosas

[blue]1128.

Sou um pobre diabo
Que não entender
De somar Guns 'd Roses,
De sintetizar armas e rosas.

Sou um pobre coitado
Que nada compreende
De aliar carneiros e lobos.

Sou um radical
Como o Poeta José Paulo Paes:
"Não sei palavras dúbias. Meu sermão
Chama ao lobo verdugo ao cordeiro irmão".
Sou pela Mundial
Justiça Social e Paz.

Sou contra os imperialistas,
Agressores belicistas,
Agentes do Moloch do Capital
E do seu Mercado Global.
Sou pelos Amantes da Paz, Povos.

E não compreendo, MESMO,
Desculpe-me a ignorância
Os que casam
Asas de anjo
Com caveiras de pirata;
Lobos negros
Com rosas vermelhas

Perdoe-em Nietzsche
Fique com suas falcões e águias;
Eu não abandono minhas rolas e pombas.
Pros que buscam realizar
As profecias de paz perpétua de Isaías,
Armas até pode ser um meio
Qual nos ensina Maquiavel

E olha eu aí de novo,
Com minha pedra no estilingue
Enfrentando a onça braba
Com cara e coragem,
Sem medo de carranca
Nem de braba cara
De canibal cruel.

-Gabriel da Fonseca

Às Amigas,261007[blue]

1137. Cacos-mosaico-bricolage-espelho-ressangria.

[red]1137.


Cacos-mosaico-bricolage-espelho-ressangria.

Estoy
A juntar cacos
De aPENAS um fim-de-caso
Que não dão mais loiças,
Não dão mais taças,
Não dão mais peças.

Mas, sim, aPENAS um mosaico,
Uma bricolage
De fragmentos,
Colada pra se ver na loisa,
Que a mim me espelha
E as minhas esquarte-
Jadas partes,
Mediante a qual
Ainda vejo
Que ainda ressangro
Pelas perdas de coisas
De excelências.

Sangue em metamorfose
Pra versos
Pelas, das palavras, artes
De poetas di-versos.


-Gabriel da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais. 30/10/07, em caminhada pro trabalho à tarde, no Passeio Público de Curita, 14:50h.[/red]

1136. Gato de 7 Vidas.

[red]1136. Gato de 7 Vidas.


Você não previu

Que me aBANDonando
Me deixaria padecendo,
Eu me esmilinguindo?


Você não sentiu?

Olha eu aqui PENAndo,
Me desfalecendo
E, Fênix, das cinzas, ressurgindo.


E, Sísifo, de novo a pedra

Pro cume rolando,
Eu, de lições me enriquecendo
E, pra nova vida, partindo.


Eu, Gato de 7 Vidas,
Eu redidivo,
As abertas feridas

Se cicatrizando,
Eu as ainda lambendo,
E elas ainda me exaurindo.


Não sei mais o que faço,
O que a Erhos ainda peço,
Mas ainda SOBREviverei a isso,
Ainda rôo o duro osso
E hei de entrar vitorioso
Qual o russo

Em Berlim
Em 1945.


-Gabriel da Fonseca.

ÀS Amigas Reais e Virtuais. 30/10/07, ao aCORDar.[/red]

1132. Eram Tantas Eras de EHROS.

[red]1132. Eram Tantas Eras de EHROS.

Eram tantos T(H)AN(A)TOS
Agindo dentro de mim,
Em boa parte dos nove
Décimos do eu-iceberg,
No meu Eu,

Mas, eram, mesmo, tanto,
Que o meu
Fracote juiz conciliador Ego,
Convocou, instou,
Presto, decidido,
A Deusa-Esperança
Pra lhe acudir,
Na luta contra porção do Inconsciente:
A dos sonhos reprimidos
Do Super-ego,
Grande algoz
Corta-tesão.

E pra que o Id
O aí-isso,
Não se manifestasse
Como um feroz
Inimigo
Que evite
O Viver numa Harmonia.

Mas eram tantas
As eras vividas
De ERHOS
Adormecido,
Vivo cristal vívido,
Nas Amizades,
Filosofias,
Ciências,
Literaturas,
Poesias,
Técnicas,
Tecnologias,
Espiritualidades,
Religiosas ou não,
Que estão em tudo,
Orgíacas,
Nas Culturas,
Afrodisíacas,
Apolíneas
Ou Dionisíacas,

Que temos vencido
E prosseguiremos vencendo
A Dor,
O Sofrimento,
O Luto,
A Morte,
O Desamor,
A Solidão
Da in-COM-UN-icação,
As traições
Do volúvel Cupido,
E de novo
AMAR-EI.
De AMAR
Hei! Hey! Hey!
Hê! Hê! Hê!..

©Gabriel da Fonseca.

Às Amigas. 29/10/07[/red]

1134.Meu Corpo Acusa que Minh’Alma te Gos(t)a.

1134.Meu Corpo Acusa que Minh’Alma te Gos(t)a.

E uma semente,
Um embrião,
Um botão de rosa,
Do quase-nada, surgiu,

Plantado por dor pungente
De luto melancólico
Por perda de Amor.

De repente,
O grave vate
Se tornou grávido bardo
De elegia
Pra tua diva beldade.

Não se sabe de onde partiu
A Energia que teima,
A Força que aflora,
A pulsão que te(n)s(i)ona
Que insiste vir pra fora
Como emoção que nos queima
Afeto que se desencerra,
E sentimento que se desenrola

Num carinho crescente
Numa ternura que se enTORNa
Numa onda meiga
Nesse poema que te grita:
Você é bá(l)sa(mo) que alivia!;

E se fixa na beleza
Do teu rosto
E do modelar busto
Da tua foto,
De você que me aparece
E se estabelece,
Tão carinhosa:

Meu corpo todo fremita
E me acusa que te gos(t)a...
A você, que gos(t)ou
Duma frase do Poeta
E lhe fez um convite.

Logo(,) de ti,
Tão linda e formosa,
Tão bela e esbelta,
Tão corporal e etérea!
©
®Gabriel da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais, especialmente á Amiga Anna Carolinna. 29/10/07

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

1133.Réplica à Saudação da Amiga Pérola Kátia em Meus Recados.[/navy]

[navy]1133.Réplica à Saudação da Amiga Pérola Kátia em Meus Recados.[/navy]






[blue]" ***PéRoLa***:
olá !!! desculpe a invasão, mas poeta agora é meu fraco; calma as poesias rsrsrs....
necessito delas, amo de alma ,gostaria de fazer parte de sua página de amigos, trocar poesias,quando tiver livros, algo a divulgar será um prazer
,só admiro não escrevo,não tenho esse belo dom ,mas admiro quem os tem e fico grata ,pois cadapoeta leva e eleva a nossa alma, com sua palavras .frases, estrofes ,obrigado desde já por existir,beijos...pérola,kátia."[/blue]




[red]*
O teu surgir carinhoso
Nos meus recados
Me comocionou!

Em poucos segundos,
Carinho crescendo,
O corpo logo acusou

Muita da melhor
Linda ternura por ti.
Beijos!...Beijos!...[/red]





[green]-Gabriel da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais. 29/10/07; 18:54 h [/green]]

1131. Travessia da Vida.

[red]1131.

Travessia da Vida.



Quer sobre os areais
Ardentes do deserto,

Quer sob as areias
Úmidas da praia,

Há uma longa travessia
Dura e penosa da vida.


Mas não interminável
Tormenta,

Não TEMPestade
Sem bonança,

Não TEMPoral
Sem estio,

Não desesperos
Sem Esperanças.

Não dúvidas
Sem confianças,

Não provadas
Amorosas traições
Sem comprovadas
Amigas lealdades.

Chuva de Lágrimas,
Mas não, delas, Vale.

Não mal que pra sempre dure,
Não deSOLação que sem conSOLo
Pra sempre sem SOL perdure.


-Gabriel da Fonseca

Às Amigas Reais e Virtuais. 29/10/07. [/red]

sábado, 27 de outubro de 2007

1029. Fogo na B*#&§@.

1029. Fogo na B*#&§@.

Moçoila clara, alta, bem sacudida
Nos fundos do coletivo,
Com duas amigas:

To precisando de ser inTERNada
No (Hospital) Bom Retiro,
Pois olho esta garrafa
De água mineral
E me dá vontade
De enTORNar cachaça
Até cair.

Senhora respeitável no banco
Da minha frente com sua filha:
---Ouve bem esta estripolia,
Este espalhafato,
Esta algazarra,
Esta algaravia,
Este espalhabrasas,
Falando alto sem parar
Pra todo o ônibus
Pequeno pra tal gritaria?

É fogo na b*#&§@!...
--- U quê?... Retrucou o sério poeta,
Fransindo as sobrancelhas.
--- É fogo na b*#&§@!!... ...
--- U quêêêêê?... ...
--- Não compreendeu, não?
--- É fogo na b*#&§@!!!... ... ...
--- Ah! Ãh! Rãn Rãn!... ... ...
Pra mim mesmo?
Mas eu tão longe!
Mas ela já me viu?
Já ta me querendo?
Mas eu tão absorto
Em curtir minhas
Dores de amores!
Ainda lambendo as feridas,
De ressaca,
De dieta,
De canja de galinha,
Frutas, papinhas e mingau!

Mas valeu, minha
Trabalhadora senhora,
Na puritana Curita,
De siso até nos busão,
Eu gostoso ri,
Suspendendo meu siso.

Ainda hoje fogo tal
Encontrará um afogueado p!~§°
Que o alimente
E num corta-fogo
O afogueie
Numa chuva d’água?
©
®Gabriel da Fonseca.

-Às Amigas Reais e Virtuais. Um poema-crônica à la Dalton Trevisan.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

1127. Navio do Poeta a Pique.

[red]1127. Navio do Poeta a Pique.

O poeta quase foi a pique,
De modo literal.
De tanto um errante Amar
Num muito agitado mar.

De tanto em versos trabalhar,
De oVERdOSeS de VERSOS,
Pra tentar esquecer sua dores de Amor,
Essas se tornaram corporais.

Agora, o vate pede um tempo.
Pede água.
Ele só quer um colinho
Pra afogar sua mágoa.
O menininho só quer mimos,
O bardo só quer carinhos.

Basta de roda-gigante,
Nem mesmo brincar na barquinha,
Com sua vertigem e frio na barriga,
Cheias de acelerações.
Só quer andar em pacatos cavalinhos
E você por perto
Pra acompanhar com o olhar
As voltas do meu galopar.
Agora, só quer brincar com argolas.

Só quer andar nesse elétrico carrinho
De inesquecível cor-de-laranja .
Só quer brincadeiras bem rente-ao-chão.
Nada de montanha russa ou tobogã.

Brincadeira de mau gosto tem hora.
Tem que ter duração que acabe.
Vi as faces da pavorosa.
Agora, só quero sossegar o pito
E a vida cor-de-rosa.
Gabriel da Fonseca
Às Amigas.251007[/red]

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Caetano Veloso - SEleção

[red]Fafá
1)AVE MARIA, pra JoãoPaulo II.
2)Ave Maria Cheia de Raça
Caetano
3)Trem das Cores
4)SanPa
5)Quereres (Caetano e Chico)
6)O Senhor do Tempo (Caetano e Milton)
7)Qualquer Coisa (Caetano e Gil)
8)Meu Bem, Meu Mal (Caetano e Bethânia)
9)Ciúme(Caetano e Gal Costa)
10)Nobreza/Luz do Sol (Caetano e Djavan
11)Eu te Amo (Sete Mil Vezes) e mais 13 músicas por Caetano.
12)Lábios que eu Beijei
13)Fale com Ela (Cucurucucu; motivo guarani da lenda das Catarats do Iguaçu?); trilha do filme de Almodovar: Habla con ella.
14)Mimar Você
14)Sozinho
15)Sonhos
16)Queixa
*[/red]
http://www.youtube.com/watch?v=uFfn_f6o5AE
http://www.youtube.com/watch?v=MQ2SfObVmH8
http://www.youtube.com/watch?v=y1x5LsjuspA
http://www.youtube.com/watch?v=i0KRUGGajto
http://www.youtube.com/watch?v=ub98hw5H3kE
http://www.youtube.com/watch?v=WZiGlepthB0
http://www.youtube.com/watch?v=ZIhfFpr27Dk
http://www.youtube.com/watch?v=CdUsJHcaYak
http://www.youtube.com/watch?v=z33oNmI9FG4
http://www.youtube.com/watch?v=WRxXrBxGkS4
http://cliquemusic.uol.com.br/br/lancamentos/lancamentos.asp?nu_critica=548
http://www.youtube.com/watch?v=KraefxeIbp4
http://www.youtube.com/watch?v=hi7OVRbafPk
http://www.youtube.com/watch?v=xGzvcZZVsqQ
http://www.youtube.com/watch?v=zM5Hct1VrZY
http://www.youtube.com/watch?v=xg1oU7X7oDk
http://www.youtube.com/watch?v=u1_oF5MrViQ

Uma Estrela a Pulsar.

[red]1124.

Uma Estrela a Pulsar.

Ah! Uma estrela a pulsar!
Como não chorar a tua perda,
Se dos teus lindos lábios
Só partem formosos poemas?

Como não lamentar
A perca de teus mimos
Doces, ternos, singulares,
Meigos sem iguais?

Como não gemer
A perda do teu pensar,
Se apagastes
Tuas idas dores

E ele é livre
De fixações
Pra pesquisa
De novas sendas
Pro nosso felicitar?

Como não vivenciar
Esse lamento
Se não me sais
Do pensamento?

Como navegar
Sem o farol
Dos teus olhos,
Sem a luz estelar
Dos teus olhares?
Você Estrela; eu Sol.

Como não lembrar
Um vivenciado consentir
No nosso nAMORar;
Que achava, dissestes,
Já iniciava a me amar?

Como não deplorar
O árido que escolhestes,
Destemer pelo amanhã teu,
Se o melhor pra ti
Não o é pra mim?

Tu não optastes
Pelo melhor pro teu
Belo futuro feliz,
Pois esse sou eu.

Sem o teu ERÓtico estelar pulsar,
Eu, num FATal impulso, púlsar,
Num buraco negro, THANATHOS,
Quedo sem pulsar.

ERHOS com sua VITAl pulsão
Livrando-me da compulsão,
Haverá de me reANIMAr!!!
©
®Gabriel da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais, com Deliciosos Carinhos. 23/10/07, ao (de)S(per)TAR. [red]

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

672. Te Amei na Banheira: Lua-de-Mel, CARNaval.

672.

Te Amei na Banheira: Lua de Mel, CARNaval.


Te amei no banheiro,
De pé, na banheira.
Você toda lânguida
Me saciava.
Com o calor
De meus abraços
Se derretia.

Te amei de pé na banheira,
E por vezes repetidas,
E por repetidas vezes,
Qual quase um insaciável.

Você, com corpo tão juvenil,
Tão esbelta,
De presos cabelos longos,
Orelhas à vista,
Semicabisbaixa,
Se deliciava
Com minhas investidas,
Se comprazia
Com minhas arremetidas
Pro nosso Amor aflorar,
Se d(eL)EITava.
Com meus furores
Se deliciava,
Os aplacando
Se desmanchava,
Com meus tremores
De prazer, se contorcia.
Com meus afagos
Dançávamos.
Você aquiescia
Às minhas corporais súplicas.
Minhas demandas reprimidas,
Satisfazia.
Em meu sertão árido,
Você chovia.
A minha desolação,
Dissipava.
A minha solidão,
Acompanhava.
O meus desconsolo,
Acariciava.
O meu luto,
Avermelhava.
Às minhas carências,
Supria.
As minha lacunas,
Preenchia.
As minhas ânsias,
Complementava.
Os meus temores,
Serenava.
À minha ânsia por duração,
Se prometia.
Aos meus arroubos,
Estimulava
Ao meu experimentar já Deus,
Se prestava.
Oh!
Podero-
-Sa Afrodite!
Vênus Vital!
Ceres Fértil!

Aos meus exageros,
Você condescendia,
Os meus calores,
Refrigerava.
Os meus calafrios,
Aquecia.
Os nós dos meus pesadelos,
Desatava.
As minhas resistências,
Explodia pelo espaço.
Os meus tabus-interditos
E seus sintomas carnais,
Detonava.
As minhas repressões-reservas,
Dissolvia.
Dos meus ridículos,
Gargalhava.
Dos meus sorriso,
Ria.
De minha sofreguidão
Se encantava.
Num só CARNaval
Que é orgia
É-terna.

De meu espanto e mudez,
Você sorria.
De minha pausa
Troçava.
E o nosso processo,
Acicatava,
Construindo poeticamente comigo
Esta nossa Senhora Relação!

Do meu Super-ego algoz,
Promotor do “Tu Deves”,
Você debochava.
Ao meu Id,
Homenageava
E a ele se entregava

Ao meu Ego,
Você se compadecia
Do seu triste papel de Juiz,
De cuja máscara não se libertava.

Depois de tudo isso
Não quero nem morrer mais...
Por isso, criei essa boa obra,
Que sobreviverá a mim,
Pois se morre a pessoa
Fica a boa Fama.


©®™Gabriel da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais. 21/04/07, ao acordar. Série Sonhística & Erhóstika & Psicanalítica.

domingo, 21 de outubro de 2007

1120. AROMas de Feito AMOR no Ar, com cor de ROMÃ.

[red]1120.


AROMas de Feito AMOR no Ar, com cor de ROMÃ.


E foram tantos sentimentos puros,
Tão intencionados castos
E dos, dos existentes, melhores.
E tão amorosamente compassivos!

E tão de modo inintencionado
Filhos das mais cruéis dores
Que só poderiam
Se suspenderem assim
No ar
Quais suores,
Como holores,
Quais tele-cheiros
De flores
Com AROMas
De feito AMOR!

E com a cor
Vermelha
Da flor de ROMÃ,
A qual a paixão
Espelha.


©®™Gabriel da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais. Série Erhóstika. 21/10/07. 19:03h [/red]

1119. Guriazinha no Curitibano Parque.

[red]1119. Guriazinha no Curitibano Parque.


Você é menininha formosa
Que do meu coração faz
Gato e sapato;
O deita e rola
A teu capricho,
Toda dengosa!

Complicada e perfeitinha!...
Mimada e teimosa!...

Qual guriazinha
Toda mimosa,
Toda falante,
Toda prosa,
A brincar com enorme bola,
Toda colorida em rosa,
Num extenso gramado verde,
Zelosamente cuidado
Num domingo à tarde,
Primaveronil
Num curitibano parque
Sob um lindo céu azul-anil!

Ainda, gatinha,
Enlaço você,
Toda manhosa
Ao meu coração,
Pra te tornar
Toda prazerosa!

Vou deixar você se achando...
Todinha cheia de razão...



©®™Gabriel da Fonseca

Ás Amigas Reais e Virtuais, deste Poeta Decifrador, Édipo, a propósito de Esfinges-Enigmas amáveis a serem assimiladas e por elas amadas. Série Psikanalíticas-Erhóstikas; poema complemtnr ao 1116. O Enigma duma Esfinge. 21/10/07. 15:50h.[/red]

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

1016. O Enigma duma Esfinge.

1016. O Enigma duma Esfinge.


Você, Esfinge.

Figura Insigne
Que me esgrime

Você que finge,
Ígnea,
Que não me vê
Quando me olha.

Me enxerga de soslaio,
Por baixo,
Qual Édipo ao topar
Com seu pai Laio
Numa ponte.

Decifro teu enigma
Antes que me devore:
Teu segredo, agora,
Devasso e
Desarvoro.

Que tipo de coração
Sob tua máscara?
Por qual perfil
Ele aspira?

Você é o mistério
Do denguinho
De mimada menininha
Desprotegida
Que gosta de pimentinha

Pedindo o meu colo,
Com muitos picles
E gostosos chistes
Pra se sentir
Melhor viva
E boa companhia.

DesconSOLada
DeSOLada,
SOLita,
À busca de
Meus conSOLo


CRUZa o meu caminho
E eu te como com os olhos.
Me é impossível
Não fazê-lo!

Você sempre
Nas enCRUZilhadas
Não me pega
Mas também
Não me larga.

Eis a síntese
Da tua psicanálise
Por mim ensaiada,
Depois de um ano
De meditada:

Você quer Fogo,
E eu quero Paz.
Você não aceita
Que a melhor Pimenta
É o meloso e doce!

Tá feito o enrosco!
Que concluiremos?


©®™ Gabriel da Fonseca.
Às Amigas Reais e Virtuais.
Série Psicanálise e Erhostika.
Ctba., 19/10/07, 15h00, sob um SOL cálido, descendo à Rau 13 de Maio, no Lago da Ordem.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

1110. Auto-imolação!

[red]1110. Auto-imolação!

Amor!

Querida!

Apaixonado,

Na doença

Da, deti, dependência

Estou a te amar!


Nessa ardência

Ardendo em chamas

De Amores

E Carinhos por ti!


Auto-imolação,

Pois, meu fogo tem

A mania de queimar

Pela razão

Do Meu Viver!...

É a combustão

Do meu morrer

Pra nova vida

Junto a você!...


--- Gabriel da Fonseca

Für Ewig: Às Amigas Reais e Virtuais, 16/10/07, 17:00 h. Inspirado em Gilberto Gil, "Fogo Líquido", CD Quanta, 1998(?). [/red]

1111. Iscando o Anzol.

[red]1111. Iscando o Anzol.


Rei Morto,
Rei Posto.

Papa Falecido.
Habemus Papa!

Poeta finado?
Poeta reenCARNado!

Amor do ido?
Amor doido?
Amor doído.
Amor chegante!

Lágrimas roladas!
Visão aCLAReada!

Fundo da noite breu?
Mais brilham as estrelas!

Hora da desilusão?
Parto da Nova Esperança!

Time rebaixado?
Partido derrotado?
Não esfria o elã
Da leal torcida fã!

Ninguém sofre mais a dor do Amor
Do que Coração de Poeta:
Sente a dor sentida
E a fingida.
Poeta só é bom
Se seu coração muito doer,
Diz Vinícius.

Cupido perguntou à Amizade
Pra que serves?
Pra enxugar as lágrimas
Que fazes derramar,
Ela retorquiu.

Mesmo com todo
Enrosco
A gente isca o anzol
E vai pescando!
Eu, caçador de mim!
Eu, caçador de ilusão!
Pro bem ou pro mal
Adoro uma mentira inventada.
Morreremos dessa vodka,
Mas não de tédio,
Továritsch Maiakóski!
E Viva Cazuza!
Viva Leminski!

-Gabriel da Fonseca

Às Amigas Reais e Virtuais.
17/10/07, 01:32 h [/red]

sábado, 13 de outubro de 2007

1080. Nas Curvas dos Teus Olhares.

[red]1080. Nas Curvas dos Teus Olhares.

Nas tuas curvas
E nas de teus olhares,
Nestas tuas ondas
De teus olhares irradiantes,
Caminho, trilho,
Perambulo, vagabundeio,
Navego, vôo,
Viajo, turisteio
E derrapo.

Singro as águas
Das tuas pupilas,
Das tuas íris.
Me olho no espelho
De tuas retinas.
Mergulho em teus cristalinos.
Espio bem tuas meninas.

As janelas da tua’lma miro.
Nelas velejo.
A elas sobrevôo.
Nelas me perco,
Me acho,
Me ganho.

Com âncoras
Fundeio num gancho,
Me redescubro,
Tenho perdas, danos
Obtenho ganhos
Que guardo em ânforas.


-Gabriel da Fonseca

Às Amigas Reais e Virtuais.

Ctba., 300907, 1.° Aniversário do Poeta Gabriel da Fonseca [/red]

1074. As Tuas Curvas

[red]1074. As Tuas Curvas

Elas deram um cavalinho-de-pau
Nos meus olhares.
Me baratinaram
E quedei estonteado
À la Niemeyer:

Simplesmente não couberam
No meu espaço euclidiano.
Elas não têm bem princípio,
Nem meio, nem fim,
De encontro com os cartesianos.
São quânticas
Ao encontro dos einsteinianos.
As paralelas se encontram
No mesmo finito
E me conduziram ao infinito

As mais belas
Iniciam na tua alma
Prosseguem nos teus olhos.
Nas tuas sobrancelhas
No teu rosto,
Nos teus lábios,
Na tua boca,
No teu queixo,
Na tua testa,
Nas tuas orelhas.
Nos teus brincos,
No teu colo,
Na tua nuca,
No teu decote,
No teus seios,
Na tua cintura.
No teu ventre,
Nos teus quadris
Nas tuas coxas
Nos teus joelhos...
Curvas que te deixam esvoaçante,
Evanescente,
A flutuar no pedestal
De teus pézinhos graciosos,
Leve, levitante.

Curvas mais perigosas
Que as da Estrada de Santos
A duzentos km por hora
Ou que, a trinta,
As da Estrada da Graciosa.

Gabriel da Fonseca. 290907[/red]

1081. Você é Meu Suave Espelho.

[red]1081. Você é Meu Suave Espelho.

Seja, sim, meu espelho.
De mim, objeto real,
Sem despejo
Me dê a imagem virtual,

Preciso que seja, mesmo!
Sem isso meu desejo
Fica sem eixo
E queda sem objeto
Os meus beijos.
E sem objetivo
Os meus anseios.

Com a janela
Da tua alma,
Eu ver nela
O meu reflexo,
Sim, deixe.

Deixe as tuas pupilas,
Tuas, dos olhos, meninas,
Ser o espelho d’água
E o colírio
Que, da tua ausência,
Deleta das minhas a mágoa,
E das cinzas
Me reanima
Pra rosas e lírios.


-GABRIEL da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais.

Ctba., 300907, dia em que minha Mana muito Amada, (Maria) Inês, uma que segunda mãe minha, e do meu filho Lucas GABRIEL, completou 60 anos. Parabéns a ela e aos sobrinhos Gladson Dale, Jayarhys e Josieli, meus como que filhos[/red].

1079. Me Cumulas de Mimos.

[red]1079. Me Cumulas de Mimos.

Você, Meu Bem, bem se revela.
Nada do que é relevante
Você releva.

Tudo de importante
Você salienta:
Desejo ser tua.
Tudo revelo,
De tudo me dispo
Pra que me tome nua
A teu dispor.
Eu de ti Senhora
E você de mim Senhor.
Nada esqueço disso
E bem administro
Pra que me possua
Sem restar resquício.

E você por mim zela,
Assim desvelando
Teu anti-narcisismo,
Assim se desvela
Me cumulando de mimos.


-Gabriel da Fonseca

Às Amigas Reais e Virtuais.

Ctba., 30/09/07.[/red]

1096. Leão e Leoa Não Jogam A Toalha à Toa.

[blue]1096. Leão e Leoa Não Jogam A Toalha à Toa.

Há mais de um ano
Um dia no cyberspace
Por um engano
Me visitou.
Agradeci a visita
E ficamos amigos.

A vida dura
De batalhadora
Reservou-lhe a agrura
De nunca ser presenteada
Com um poema.
Fui o primeiro,
O que te emocionou.

Qual uma leoa
Enfrentou em seio
Uma explosão
E tua luta
Me confidenciou.

Pela vez terceira
Foi mais forte
Que teu coração.
Ao despertar
Lembrou de mim
E o mote pilheriou:
Praga ruim,
Geada não mata!

E ainda convalescente
Foi ajudar
O coração da tua mãe.

Por tudo disso
Nossa Amizade
É sagrada
E enfrentou virtualidade
Muita quilometragem
E a tempestade
Do preconceito.

Briguei como um leão,
Fui forte como carvalho,
Batista, João,
E não como um caniço
Pelo vento agitado
Pra cumprir a palavra dada:
De praticar o ecumenismo
Do maninho, Boff, Leonardo
Em que acredito.

Reconheceu-se tua
Bela e generosa hospitalidade:
Abriu pra estranhos
As portas da tua casa,
A tua mesa, o teu teto
E compartilhou
Os mais queridos dos teus.

Nossa amizade fraterna, juntos,
Enfrenta quaisquer tormentas!
Leão e leoa
Não jogam a toalha,
Assim, à toa.[/blue]

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

1095. Tua Presença Espiritual Me Fortalece!

[red]1095. Tua Presença Espiritual Me Fortalece!


A falta de teu amor físico,
Tua distância,
Tua ausência,
Cotidianamente
Me adoece.

A correspondência
Do teu Amor espiritual,
Tua presença
Psíquico-cultural
De alma gêmea
Todos os dias
Me fortalece.

Dia logo chegará,
Muito em breve
Terminando esse jejum,
Essa grave greve,
Que nos grava,
Antes que se agrave,
Em que fundiremos
Esses Amores,
Nos tornando UM,
ConfUNdindo
Nossos corpos,
Vencendo medos,

Resistências
A recíprocas entregas,
Preconceitos,
Distância
De centenas
De "káemes"
E cairemos
Num mesma cama,
Num mesmo leito
Pra nos gratificarmos
E NA realidade
Nos amarmos.

Amém! Assim será!


-Gabriel da Fonseca

-Às Amigas Reais e Virtuais, com zelosos e extremados carinhos.

Ctba., 131007, 01:08h[/red]

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

1082.Meu Chamado Será Atendido!

[blue]1082.Meu Chamado Será Atendido!

Provariam as estatísticas frias
E profissionais do Mercado
Que apenas um em cada três
Emergentes chamados
Pras pessoas nos acudirem
São atendidos.

O restante dão como os burros
Dos tropeiros nas águas
Lamacentas dos banhados.

No entanto, Você,
Generosa Amiga,
Poetisa sertaneja
A isso dá de ombros.

Se vai me faltar o chão,
Me dizem teus amigos próximos,
Você ouve tudo muito bem,
Moucos ouvidos? Sem!
Escuta os, de socorro, gritos
E não vai me faltar, não!

NÃO, MAS NÂO MESMO!
Repetem, agora,
Teus familiares amigos,
Que jamais ficará meu pedido
Sem ser por você atendido
De, bondoso, tão,
É o teu coração.

-Gabriel da Fonseca
Às Amigas Reais e Virtuais,Especialmente à Amiga Poetisa "Sertaneja",Gê APARECIDA CASTRO,pra fortalecer e perenizar nossa história de amizade e festejar seu aniversário,na Véspera do Dia da América, de N.S. APARECIDA e das Crianças.290907.Série Narração de Amig@s, inspirado ao aCORDar, qual reCORDando sonho.[/blue]

[blue]1092. Joinville Gretchen!

[blue]1092. Joinville Gretchen!
A margaridinha
Das campinas
Floridas,
Pronta pra ser colhida,
Acolher,
Dar Amor,
Amor, juntos, fazer!
Desde o primeiro instante
Poeta-Amor me chamou
E mimos todos os dias
A mim me oferendou
Em alegre companhia
Numa doçura constante
Da mais pura fraternia
Que agora retribuo
Com essa poesia.
(Também pudera!
Eu muito safado
Desde o primeiro momento
Respeitoso e ousado
Fui logo atentar
Pros detalhes
Da tua saia rodada
Germânica
E os comentar!
Mas me conquistou
Mesmo, em defintivo
Foi teu perfil
Anti-preconceitos.)
Pois chegou até a dizer
Que só vivia
Também pra me dar calor
E isso não é coisa pouca
Não, não, Meu Senhor!
Enfatizo, ainda que minha voz
Se torne rouca.
Poetei esse tema
Pra que nossa amizade
Linda se torne perene,
Sem que mal algum tema.
-Gabriel da Fonseca
Às Amigas Reais e Virtuais, com carinho E-X-TREMO pruma Amiga Especial, Crista Bachmann inspirado em seu avatar.11/10/07.Deixai vir as mim as criancinhas.E ai dos que não nascerem de novo a cada aurora![/blue]

terça-feira, 9 de outubro de 2007

1091. Enquanto quis Fortuna que tivesse. Estudos Camonianos.

[red]. 1091. Enquanto quis Fortuna que tivesse. EStudos Camonianos.

Enquanto quis Fortuna que tivesse
esperança de algum contentamento,
o gosto de um suave pensamento
me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse
minha escritura a algum juízo isento,
escureceu-me o engenho co tormento,
para que seus enganos não dissesse.

Ó vós, que Amor obriga a ser sujeitos
a diversas vontades! Quando lerdes
num breve livro casos tão diversos,

verdades puras são, e não defeitos.
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
tereis o entendimento de meus versos.
(Camões)

Este soneto poderia servir de apresentação da lírica camoniana: o poeta escreve sobre o assunto da sua poesia - o Amor - e acerca de seu público leitor, qeu deve amar pra entender seus versos (Nádia Battella Gotlib. Luís Vaz deCamões. SP : Nova Cultural, 1990, p. 43, nota 26.
Eu também assumo o soneto de Camões: meus leitores devem amar pra me entender.

-Gabriel da Fonseca(091007)[/red]

terça-feira, 2 de outubro de 2007

red]1067. Sou, SIM, Teu Menino! (HyperPoeem)

[red]1067. Sou, SIM, Teu Menino!

Sou, SIM, teu Mimo!
Teu, MESMO, Menino!

Pois, você me tem dado
Os mimos
Que clamando,
E-x-ASPER-ado
De, de solidão, fraqueza,
Des-ESPER-ado.
Te os implorei.

Agora, também chorando,
Mas, de alegria,
Gratificado,
Te os agradeço.
Você me acudiu
No momento
Em que mais te precisei.

Des-ANSIA-do,
Sereno,
Acalmado,
Tranqüilo,
Ombros aliviados,
ESPER-ançoso,
Sou te, de modo imenso,
Muito grato!.

Gabriel da Fonseca, 28/09/07, 1.º ano de poeta pelo scrap recebido: Te Adoro pra Sempre!

http://www.youtube.com/watch?v=xGzvcZZVsqQ
Estrela: MIMOS.TODA SIMPLICIDADE DOS AFETOS, REFLETIDO NA INTENSIDADE DE UM GRANDE ENCONTRO.
*
Eu te quero só pra mim
Você mora no meu coração
Não me deixe só aqui
Esperando mais um verão
Te esperando meu bem
Pra gente se amar de novo
Mimar você
Nas quatro estações
Relembrar
O tempo que passamos juntos
Bem bom viver
Andar de mãos dadas
Na beira da praia
Por esse momento
Eu sempre esperei[/red]