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terça-feira, 30 de outubro de 2007

1128. O Anti-Lobos e Rosas

[blue]1128.

Sou um pobre diabo
Que não entender
De somar Guns 'd Roses,
De sintetizar armas e rosas.

Sou um pobre coitado
Que nada compreende
De aliar carneiros e lobos.

Sou um radical
Como o Poeta José Paulo Paes:
"Não sei palavras dúbias. Meu sermão
Chama ao lobo verdugo ao cordeiro irmão".
Sou pela Mundial
Justiça Social e Paz.

Sou contra os imperialistas,
Agressores belicistas,
Agentes do Moloch do Capital
E do seu Mercado Global.
Sou pelos Amantes da Paz, Povos.

E não compreendo, MESMO,
Desculpe-me a ignorância
Os que casam
Asas de anjo
Com caveiras de pirata;
Lobos negros
Com rosas vermelhas

Perdoe-em Nietzsche
Fique com suas falcões e águias;
Eu não abandono minhas rolas e pombas.
Pros que buscam realizar
As profecias de paz perpétua de Isaías,
Armas até pode ser um meio
Qual nos ensina Maquiavel

E olha eu aí de novo,
Com minha pedra no estilingue
Enfrentando a onça braba
Com cara e coragem,
Sem medo de carranca
Nem de braba cara
De canibal cruel.

-Gabriel da Fonseca

Às Amigas,261007[blue]

1137. Cacos-mosaico-bricolage-espelho-ressangria.

[red]1137.


Cacos-mosaico-bricolage-espelho-ressangria.

Estoy
A juntar cacos
De aPENAS um fim-de-caso
Que não dão mais loiças,
Não dão mais taças,
Não dão mais peças.

Mas, sim, aPENAS um mosaico,
Uma bricolage
De fragmentos,
Colada pra se ver na loisa,
Que a mim me espelha
E as minhas esquarte-
Jadas partes,
Mediante a qual
Ainda vejo
Que ainda ressangro
Pelas perdas de coisas
De excelências.

Sangue em metamorfose
Pra versos
Pelas, das palavras, artes
De poetas di-versos.


-Gabriel da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais. 30/10/07, em caminhada pro trabalho à tarde, no Passeio Público de Curita, 14:50h.[/red]

1136. Gato de 7 Vidas.

[red]1136. Gato de 7 Vidas.


Você não previu

Que me aBANDonando
Me deixaria padecendo,
Eu me esmilinguindo?


Você não sentiu?

Olha eu aqui PENAndo,
Me desfalecendo
E, Fênix, das cinzas, ressurgindo.


E, Sísifo, de novo a pedra

Pro cume rolando,
Eu, de lições me enriquecendo
E, pra nova vida, partindo.


Eu, Gato de 7 Vidas,
Eu redidivo,
As abertas feridas

Se cicatrizando,
Eu as ainda lambendo,
E elas ainda me exaurindo.


Não sei mais o que faço,
O que a Erhos ainda peço,
Mas ainda SOBREviverei a isso,
Ainda rôo o duro osso
E hei de entrar vitorioso
Qual o russo

Em Berlim
Em 1945.


-Gabriel da Fonseca.

ÀS Amigas Reais e Virtuais. 30/10/07, ao aCORDar.[/red]

1132. Eram Tantas Eras de EHROS.

[red]1132. Eram Tantas Eras de EHROS.

Eram tantos T(H)AN(A)TOS
Agindo dentro de mim,
Em boa parte dos nove
Décimos do eu-iceberg,
No meu Eu,

Mas, eram, mesmo, tanto,
Que o meu
Fracote juiz conciliador Ego,
Convocou, instou,
Presto, decidido,
A Deusa-Esperança
Pra lhe acudir,
Na luta contra porção do Inconsciente:
A dos sonhos reprimidos
Do Super-ego,
Grande algoz
Corta-tesão.

E pra que o Id
O aí-isso,
Não se manifestasse
Como um feroz
Inimigo
Que evite
O Viver numa Harmonia.

Mas eram tantas
As eras vividas
De ERHOS
Adormecido,
Vivo cristal vívido,
Nas Amizades,
Filosofias,
Ciências,
Literaturas,
Poesias,
Técnicas,
Tecnologias,
Espiritualidades,
Religiosas ou não,
Que estão em tudo,
Orgíacas,
Nas Culturas,
Afrodisíacas,
Apolíneas
Ou Dionisíacas,

Que temos vencido
E prosseguiremos vencendo
A Dor,
O Sofrimento,
O Luto,
A Morte,
O Desamor,
A Solidão
Da in-COM-UN-icação,
As traições
Do volúvel Cupido,
E de novo
AMAR-EI.
De AMAR
Hei! Hey! Hey!
Hê! Hê! Hê!..

©Gabriel da Fonseca.

Às Amigas. 29/10/07[/red]

1134.Meu Corpo Acusa que Minh’Alma te Gos(t)a.

1134.Meu Corpo Acusa que Minh’Alma te Gos(t)a.

E uma semente,
Um embrião,
Um botão de rosa,
Do quase-nada, surgiu,

Plantado por dor pungente
De luto melancólico
Por perda de Amor.

De repente,
O grave vate
Se tornou grávido bardo
De elegia
Pra tua diva beldade.

Não se sabe de onde partiu
A Energia que teima,
A Força que aflora,
A pulsão que te(n)s(i)ona
Que insiste vir pra fora
Como emoção que nos queima
Afeto que se desencerra,
E sentimento que se desenrola

Num carinho crescente
Numa ternura que se enTORNa
Numa onda meiga
Nesse poema que te grita:
Você é bá(l)sa(mo) que alivia!;

E se fixa na beleza
Do teu rosto
E do modelar busto
Da tua foto,
De você que me aparece
E se estabelece,
Tão carinhosa:

Meu corpo todo fremita
E me acusa que te gos(t)a...
A você, que gos(t)ou
Duma frase do Poeta
E lhe fez um convite.

Logo(,) de ti,
Tão linda e formosa,
Tão bela e esbelta,
Tão corporal e etérea!
©
®Gabriel da Fonseca.

Às Amigas Reais e Virtuais, especialmente á Amiga Anna Carolinna. 29/10/07